terça-feira, 11 de setembro de 2007

H. H., de novo e sempre

O medo da loucura, na maioria das vezes, outra coisa não é senão o próprio medo de viver, de enfrentar as exigências de nosso aperfeiçoamento, de dominar nossos instintos. Entre a ingenuidade da vida instintiva e aquilo que deveríamos conscientemente e constantemente para atingir, medeia sempre um abismo. Não conseguimos atravessá-lo lançando sobre uma ponte. Mas, uma e cem vezes, podemos tentar saltá-lo. E para cada tentativa precisamos de ter coragem. E antes de cada salto havemos de sentir algum medo.

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