quarta-feira, 5 de setembro de 2007

A cura

Dois mil anos mais
Apenas por termos fechado os olhos algumas vezes
Até quando a culpa?
Sublimar o que é ruim
Apontar o dedo assim
Acreditar na redenção
Se o pior está aí, não posso estarem seu lugar
Certo demais! Puro demais!
Vidas fogem ao controle
Com as armas, os beijos
Carregados do seu pecado, frágeis, intensos
Se deleguei o meu poder, controlado controlar
Toda dor será prazer
E todo orgulho esconderá que me mato em você
A razão da vida é...
E toda dor e todo prazer
E todo sexo e poder
E nos discursos feitos pelo bem
Onde errei?
Quantas vezes vamos desistir?
Quantas vezes omitir?
Culpar por culpa, curar sem cura
E se em dois mil anos eu me curar?
E você não estiver mais aqui...

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