Às vezes me acho uma romântica idiota.
Explico.
Ontem voltando pra casa ouvi os primeiros 10/15 minutos do jogo pela rádio, no carro. Aquele nervoso! Aflição. Mas só dava Corinthians. Na raça e na vontade. Bola na trave do Finazzi. Uh! Mais nervoso, mais aflição.
Cheguei em casa, liguei a tv e tive uma grata surpresa em ver o time jogar.
Aquilo que se espera do Corinthians. Ou melhor, o que eu espero. Porque a maioria continua querendo espetáculo.
O time é fraco e limitado? Sim, é. Ontem foi mais difícil ainda de armar o time porque nem opção de banco a gente tinha? Verdade também.
Mas é o que temos, não é?
Será, por isso, mais prático viras as costas, pedir a cabeça de jogadores?
Não é por ai.
Em 97 anos de história, eis a pior crise que passamos. Pode vir o Johnny Cash em pessoa me falar que a crise política do clube não afeta dentro de campo que eu não acredito.
É impossível trabalhar em paz numa situação dessas. Numa situação a cada dia pior e mais podre. Como as coisas puderam chegar nesse ponto?
Enfim, perdi o foco.
Voltemos.
Ontem, dois jogadores em especial chamaram a minha atenção muito positivamente pela determinação e garra que entraram em campo: Everton Santos e Wilson.
Wilson indo buscar a bola com o Betão e o Everton Santos no meio, na esqueda, na direita, chamando a responsabilidade pra ele mesmo com um placar tão difícil de difícil de reverter.
Meus cumprimentos.
Não estou aqui pra falar mal de ninguém... do elenco, deixo claro. Acho que nosso papel, como torcedores, deve ser de sempre apoiar. Ou, pelo menos, saber a hora de protestar e saber como protestar.
Mas futebol é passional. As coisas fogem ao controle às vezes.
Como magnificamente disse Bill Shankly: "O futebol não é uma questão de vida ou de morte. É muito mais importante que isso."
1 x 0 para o Botafogo.
1 x 1.
2 x 1.
Perdemos.
Eu com a sensação de dever cumprido: eles tentaram!
Mandei uma mensagem pro Zé e disse que seria bom se eles jogassem sempre com aquela vontade. Discordou fervorosamente da minha opinião.
Respeito.
Mas não entendo.
Eis o motivo pelo qual sou uma romântica idiota. No meu ver, meu time me encheu de orgulho e correu atrás de um resultado difícil até o apito final.
Isso não ganha jogo. Que o diga campeonato!
Mas me deixa cada vez mais orgulhosa de ser corintiana.
Uma hora a crise vai passar, eu sei, e também depende de nós, torcedores, fazer com que o Corinthians sangre o menos possível. Se fecharmos os olhos, vamos continuar agonizando por muito, muito tempo.
E eu vou continuar de pé, chorando quietinha vendo o time entrando em campo e o hino sendo cantado pela torcida.
E também eu vou continuar cantando até ficar rouca, cantando pra empurrar. Pra sempre, Corinthians!
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Corinthians vs. Botafogo e a eliminação
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