O post é dele, mas poderia ser meu ou seu.
Charles, desculpa reproduzi-lo assim, sem sua autorização. Se ficou bravo, pega eu, tuta.
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Deveria ser nome de estrela no céu, Zinedine Zidane.
Despede-se do futebol o maior gênio da bola desde Maradona. E eu despeço-me de domingos iluminados diante do aparelho televisor.
Zidane é um desses tipos raros que veio ao mundo ensinar que o futebol é mais que ganhar ou perder, que acima do conceito de vitória ou derrota há o apelo secular à apreciação do belo. Zidane é uma manifestação divina, Zizou prova a existência de Deus em uma simples matada de bola, assim como alguns vêem Deus em um verso ou meia dúzia de pinceladas, eu vejo o criador espelhado na criatura que tão docilmente mima a pelota.
Creio que estaria sendo redundante se falasse de sua classe, elegância, inteligência, fino trato com o instrumento de trabalho e outras tantas qualidades.
Estou aqui para falar de sua despedida, tratada por muitos idiotas da mídia como um "petit finale". Não creio que assim tenha sido. Para mim a cabeçada de Zidane em Materazzi é como o próprio Cristo expulsando os fariseus e comerciantes do templo em Jerusalém, e, ironicamente, mais uma vez o filho do homem vai à cruz. Não creio que retornará após o terceiro dia, mas seja como for, a história há de absolvê-lo e ninguém se lembrará senão do gênio, incomparável em seu estilo, que foi Zinedine Zidane. Obrigado por tudo.
by Thales, 11 de Julho, 2006
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Adieu, Zizou
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3 comentários:
Tem que pedir desculpa por ficar me chamando de Charles. Do contrário o tratamento daqui por diante será Marilene.
Só mais uma coisa, Mary, pode me fazer um mimo gay-afrescalhado? Relendo o texto vi uma coisa que eu queria trocar, "Zidane é um desses sujeitos que veio ao mundo..." por "Zidane é um desses tipos raros que veio ao mundo..."? Se pudesse me fazer a gentileza ficaria muito agradecido.
Duly updated, gentleman. ;)
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